Desenvolvimento Pessoal

Pessoas tóxicas: conheça os 3 tipos mais comuns.

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João Carlos
Escrito por João Carlos

Pessoas tóxicas estão espalhadas por todos os lugares. Conheça os 3 perfis principais e saiba identificar aqueles que tentam roubar a sua paz interior.

Você acorda bem disposto. Escova seus dentes solfejando Beatles, toma um café enquanto brinca com seu cachorro, abre a janela da sala para sentir a brisa e dar um “bom dia” ao sol. Não entende bem o porquê, mas você parece ter acordado mais autoconfiante e extremamente alto astral nesse dia. Tudo lindo. Até que você sai de casa e dali até o fim do dia, subitamente percebe-se cuspindo maribondos em em tudo e em todos. Para onde foi o bom humor?

Dia após dia esse cenário se repete e você já não entende o porquê anda tão mal-humorado. Há algo errado.

Dentre muitas possibilidades, uma delas é que talvez você não esteja filtrando corretamente suas relações.

É claro que o convívio com algumas pessoas tóxicas é inevitável. Mas o problema está em quando permitimos ser atingidos pelo mal exalante ao nosso redor. A boa notícia é que assim como nós permitimos que o problema entre, somente nós temos o poder de coloca-lo para fora. Uma pessoa tóxica só terá poder sobre você, se você permitir.

Veja aqui os 3 perfis principais daqueles que ameaçam roubar a sua paz interior.

O BONZÃO

Ele é perito em tudo. E numa conversa, estará sempre disposto a fazer um comentário melhor que o seu. O que seria “ok” caso ele não o fizesse apenas pelo prazer de contestar a fim de te diminuir. Ele conhece de tudo, e não há nenhum assunto que ele não domine. Tem respostas para todas as perguntas, e quando não souber, dará um jeito de escapar pela tangente. Fará de tudo, menos ser humilde e admitir que pode sim aprender algo com você.

Por serem altamente narcisistas, é perda de tempo entrar numa discussão com esse “google man”. Isso porque eles constroem uma imagem ampliada de si mesmo que os cega para a realidade.

Ignora-lo é o melhor a se fazer. Não tente em hipótese alguma ganhá-lo no argumento. Ele não processa as informações com base na lógica, e sim na visão superestimada que faz acerca de si. Insistir nessa relação te deixará cada vez mais pra baixo e com uma autoestima péssima. Se te faz mal, fale somente o necessário e siga o seu caminho.

O LAMENTADOR

Não é novidade para ninguém a alta capacidade que um murmurador tem de contaminar qualquer um com sua energia pessimista.

Ele simplesmente carrega consigo o dom de “broxar” todos que estão ao seu redor. Tente contar sobre seu novo projeto, ou sobre uma ideia que teve, e será atropelado por uma avalanche de pessimismo e negatividade. E, acredite, isso pode derrubar até as pessoas mais firmes e determinadas. Nem mesmo para ouvir desabafos eles servem. Se você tentar, vai se sentir numa olimpíada de problemas, pois ele sempre terá um problema maior que o seu para contar. Não me refiro aqui às pessoas que sofrem de verdade ao enfrentarem problemas sérios. Me refiro àqueles que reclamam de barriga cheia e que adquiriram o péssimo hábito de reclamar estando bem ou não.

A sensação que temos ao estabelecer um diálogo com uma pessoa assim, é de sermos transportados em segundos para o muro das lamentações. Pense bem, você não precisa de alguém que está no buraco e que ao invés de querer ajuda para sair, quer te puxar para lá também. No fundo, o lamentador crônico não deseja ajuda, seu prazer reside unicamente em reclamar. Por isso, não hesite em fugir.

O BOZO

O contrário também é verdade. Da mesma maneira que uma pessoa totalmente pra baixo tem o poder de te detonar, aquelas “felizes para sempre” também nos tiram do eixo. Isso porque todos sabem que não existe vida perfeita. Positivismo demais cansa e cheira a falsidade. Um sorriso de orelha a orelha o dia inteiro não é sinal de uma vida feliz, pelo contrário, indica exatamente o oposto. Conviver frequentemente com esse tipo de pessoa pode drenar completamente as suas energias, pois eles nunca respeitarão os seus maus dias, o que é completamente aceitável e normal ter.

Se você insistir, no fim acabará sempre se comparando. O que não será uma boa ideia, pois estará se comparando a uma vida artificial e ilusória.

Devemos evitar esse tipo de pessoa quando estivermos passando por uma má fase. É preciso entender que as aparências enganam e que a vida de ninguém é tão linda quanto parece.

Nossas relações têm um papel crucial em nosso bem estar. Somos como esponjas emocionais – alguns mais e outros menos – mas todos nós absorvemos parte de cada um com quem nos relacionamos. Tome muito cuidado com quem convive e saiba se blindar contra os “vampiros” que desejam sugar a sua paz.


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Sobre o autor

João Carlos

João Carlos

João Carlos é um maltrapilho anônimo brincando de ser escritor. Em dias comuns, trabalha para sustentar seu vício em café e chocolate. Na folga, gasta a maior parte do seu tempo colecionando pensamentos subversivos. Repudia clichês, mas não resiste a uma alma sincera.