Psicologia & Comportamento

O “modus operandi” de um procrastinador. Descubra qual é o seu!

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João Carlos
Escrito por João Carlos

Descubra o que pode estar por trás desse hábito que pode, literalmente, atrasar a sua vida.

Vergonha, frustração, raiva de si mesmo, angústia e baixa autoestima, são apenas alguns dos sentimentos comuns de quem convive com o mal estar causado pela procrastinação.

As causas são variadas, podendo ser em graus maiores ou menores. Descubra o que pode estar por trás desse hábito que pode, literalmente, atrasar a sua vida.

BAIXA AUTOESTIMA

A baixa autoestima é aquilo que corrompe e diminui o olhar que temos acerca de nós mesmos. Se alguém nunca se acha capaz de realizar uma tarefa, então, consequentemente acabará negando ou tentará adiá-la o máximo que puder. Além disso, esse tipo de procrastinador tende a não priorizar as atividades que lhe são dadas, porque, no fundo, não acredita que elas sejam realmente importantes. Por serem grandes sonhadores e muito apegados a questões subjetivas, eles têm uma imensa dificuldade em realizar tarefas do dia a dia, ocasionando seu acúmulo. Gastam mais tempo e energia tentando encontrar um sentido para a vida do que vivendo, e como nem sempre encontram, acabam sendo engolidos pela frustração.

Não há mal nenhum procurar sentido nas coisas que faz. Muito pelo contrário, tudo o que fazemos deve carregar consigo algum significado, pois, é isso o que nos garante satisfação plena ao fazermos nosso trabalho. No entanto, apenas tome cuidado com devaneios filosóficos. Esteja aberto a novos aprendizados e tente ser mais objetivo no que faz. Não dê ouvidos às críticas negativas que visam apenas minar suas energias. Tenha fé em si mesmo.

INSATISFAÇÃO PROFISSIONAL

O trabalho é a extensão do ser humano; é aquilo que nos define, de certa forma. O que fazemos para ganhar a vida exerce um papel fundamental não apenas na sociedade, mas principalmente em nossa percepção de si mesmo. As funções que exercemos no dia a dia demandam muito tempo e energia, e caso você não esteja conseguindo encontrar prazer e satisfação no que faz – o que tornaria seu trabalho muito mais leve – você pode acabar caindo na procrastinação. As atividades vão se tornando cada vez mais entediantes e cansativas. Sentimos como se estivéssemos jogando cada precioso minuto da nossa vida numa lata de lixo, e é pavoroso pensar que realmente estamos fadados àquele trabalho para sempre.

Isso acontece devido à perda de nossa identidade. Todo ser humano tem um talento, uma aptidão, e se você não está explorando todo o seu potencial naquilo que você nasceu para fazer, então, você não está apenas desperdiçando o seu tempo, mas também rejeitando a si próprio.

Uma atividade, seja ela qual for, tem que nos completar. Tem que ser algo que nos motive a levantar cedo no dia seguinte para trabalhar consciente do bem que temos feito a nós mesmos e à humanidade.

Faça algo que você ama, e nunca mais haverá espaço para a procrastinação.

DÉFICIT DE ATENÇÃO

Só quem tem déficit de atenção sabe o quanto é difícil se concentrar enquanto há milhares de coisas a sua volta querendo roubar a sua atenção. Essas pessoas distraem-se facilmente, e conseguem reter pouquíssimas informações. Isso faz com que inúmeras atividades acumulem, não intencionalmente, mas na maioria das vezes por esquecimento e/ou distração. O excesso de informação ao qual somos submetidos todos os dias tende a agravar ainda mais o problema. Todo esse volume de informações se prolonga por horas em nossa mente, produzindo ecos em nossa cabeça e causando estresse, desorientação, e, por conseguinte, dificultando a concentração.

Quatro dicas importantes:

  • Não confie em sua memória. Compre uma agenda e planeje o seu dia anotando tudo o que tem a fazer. Coloque prazos realistas para cada tarefa. Isso irá te ajudar a focar sua mente naquilo que realmente importa.
  • Modere o uso de redes sociais e televisão. Estipule um horário para acessar e se entreter de alguma forma, não há problema algum desde que não haja excessos.
  • Pratique meditação. É comprovado cientificamente que a prática proporciona maior poder de concentração, clareza de pensamento, mente estável, autoestima, e vários outros benefícios.
  • Em casos graves onde também está presente a hiperatividade, o tratamento com terapia é fundamental.

HEDONISMO

Para esse procrastinador só há uma motivação pela qual vale a pena fazer algo: seu próprio prazer. Se for do seu interesse, ele faz imediatamente, mas se for para os outros, ele rapidamente encontra uma maneira de fugir, ou acaba vencendo os outros pelo cansaço, procrastinando até fazer com que as pessoas desistam de sua ajuda.

Devido a pouca – ou nenhuma – noção de responsabilidade que têm, esse tipo vive em uma busca obsessiva por atividades que lhe proporcionam bem estar e prazer. Cresceu tão acostumado a ter sempre alguém resolvendo seus problemas, que hoje é difícil conceber a ideia de que sacrifícios são necessários para que um objetivo seja alcançado. Em razão disso, desiste facilmente de tudo assim que aparecem as primeiras dificuldades. De fato, sua intuição o faz acreditar que para cada problema, haverá uma solução milagrosa.

É preciso amadurecer e adquirir consciência de que há tempo para tudo, e que é o equilíbrio das coisas que nos mantém sadios. Caso você seja um adulto e ainda more com seus pais, eu sugiro que você se mude imediatamente. Vá morar sozinho, de preferência num lugar onde você possa ficar livre da intervenção deles. Infelizmente, muitos pais ao protegerem demais os filhos, acabam fazendo-os crer, mesmo já crescidos, que estarão protegidos para sempre do confronto com o mundo. Quando na verdade, é exatamente disso que eles precisam: do confronto.

Dê essa chance a si mesmo! A sua vida tomará um rumo muito mais agradável.

E você, caro procrastinador, encontrou-se em algum desses “perfis”? Seja lá qual for o seu tipo, tome as atitudes necessárias para mudar a sua vida HOJE. Entenda que o amanhã é uma ilusão, e que na verdade, só temos o aqui e o agora para fazer com que a nossa vida saia da inércia. Mova-se, já!

 

Sobre o autor

João Carlos

João Carlos

João Carlos é um maltrapilho anônimo brincando de ser escritor. Em dias comuns, trabalha para sustentar seu vício em café e chocolate. Na folga, gasta a maior parte do seu tempo colecionando pensamentos subversivos. Repudia clichês, mas não resiste a uma alma sincera.