Desenvolvimento Pessoal

A liberdade de não ter todas as respostas e de ser você mesmo

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João Carlos
Escrito por João Carlos

Porque em qualquer processo de desenvolvimento, primeiramente, é necessário libertar-se das expectativas alheias.

Quem nunca passou por um constrangimento de não ter uma resposta na ponta da língua quando mais precisou? Seja em razão de uma ofensa, ou de um papo entre amigos, se perder em meio às palavras é o que menos esperamos quando estamos sendo observados.

A maioria de nós ao ser exposto teme ser ridicularizado e diminuído, alguns preferem ficar calados, já outros assumem posturas diferente das que gostariam, e acabamos assim, nos tornando um pouco escravos da nossa aparência.

Temer um julgamento ou opinião de terceiros é dar importância demais ao que os outros pensam, e isso mostra o quão inseguros podemos ser. Se nos importamos tanto assim, é porque no fundo, achamos que o outro sempre está certo, e nós é que estamos errados de pensar ou agir da maneira como queremos. Pintamos uma imagem minimizada de nós mesmos. Daí surge a tendência de assumir personagens que possam ser aquilo que não conseguiríamos ser. Nasce então, a aparência.

Para o psico-escravo da aparência, não importa se realmente ele é inteligente, pois, melhor que ser inteligente e esperto, é parecer com um. Para ele, o que importa na verdade é a impressão que vai deixar nas pessoas.

Vivemos num mundo onde dizer: -“Eu não sei!” virou sinônimo de alienação, e só é bem sucedido quem – aparentemente – tem todas as respostas. Mas será que aqueles que dizem saber, realmente sabem? Nesse caso, o que vale mais? A honestidade de dizer “Eu não sei”, ou a tolice de fingir saber o que não sabe? Essa pressão para saber de tudo, em todas as horas, e estar pronto para responder à sociedade com todas as suas exigências, induz o sujeito a um sofisma, onde vale qualquer coisa, menos ficar calado.

Abraham Lincoln disse: “– Às vezes é melhor ficar calado deixando que os outros pensem que você é um idiota, do que abrir a boca e não deixar nenhuma dúvida”.

A vantagem de se libertar desses comportamentos, é que você não precisará mais se preocupar em tentar ser o melhor em tudo e de ter todas as respostas. Não precisará mais fazer um esforço sobre-humano para sair das sinucas sociais que a vida te coloca.

Seja livre da competitividade social

Nos encontros sociais que temos no dia a dia, é possível observar esse comportamento quase que em 90% das pessoas. Parece que se tornou um comportamento natural do ser humano se comparar a outros, mas não é. Nossa sociedade consumista e capitalista nos formou assim, mas não é o que somos. A insatisfação é crônica em alguns, e nos iludimos acreditando que se conseguíssemos ter aquele carro, aquela casa ou aquele emprego, seremos mais completos e felizes, mas basta conseguir que logo surgem outras metas, e a insatisfação se instala novamente.

Para ser livre basta entender que não precisamos ser os mais inteligentes numa roda de amigos; não precisamos ser os mais bonitos; não precisamos ser os mais ricos; não precisamos vestir a melhor roupa.

Em suma, não precisamos ser melhores do que ninguém para nos sentirmos bem e encontrar a felicidade.

Saia desse jogo, e verá o quanto a sua vida ficará mais leve.

Seja livre das máscaras

A fim de cultivarmos “boas” relações, tendemos a assumir um estado camaleônico de sobrevivência. É natural até um ponto, afinal, você não fala com um Juiz da mesma forma que fala com o seu filho.  Mas há diferença entre modo de tratamento e falta de personalidade. A máscara que usamos, além de iludir e enganar as pessoas engana a nós mesmos. Com o passar do tempo, nos perdemos em meio a tantas personificações, que no fim, não sabemos mais quem somos, do que gostamos ou não gostamos.

A mentira pode te dar certo conforto momentâneo, mas você terá que viver para alimentá-la dia após dia.

A não ser que você seja um mentiroso profissional, seu corpo nunca vai mentir como suas palavras. Estudos indicam que nós associamos o que ouvimos com a linguagem corporal do interlocutor, ou seja, se a mensagem que transmitimos for falsa, nosso corpo dirá o contrário, e a chance do ouvinte não acreditar em você é bem grande.

Para concluir, você já pensou que cada ser humano possui uma única digital diferente dentre bilhões de outros seres? A sua é única, e nunca haverá outra igual a sua. Não seremos melhores tentando ser igual ao outro, mas encontrando o nosso próprio caminho, nossa própria – e única – maneira.

Talvez você ache que esse texto não se aplica a você. Mas seja sincero e analise seus comportamentos, principalmente em seu convívio social. Quem você tem sido? Que posturas adota, e por quê? Você morre de medo do que vão achar de você?

É preferível ser alguém e correr o risco de ter inimigos, do que ser como um espelho cheio de amigos que estão interessados apenas em seus próprios reflexos.

Seja livre!

Sobre o autor

João Carlos

João Carlos

João Carlos é um maltrapilho anônimo brincando de ser escritor. Em dias comuns, trabalha para sustentar seu vício em café e chocolate. Na folga, gasta a maior parte do seu tempo colecionando pensamentos subversivos. Repudia clichês, mas não resiste a uma alma sincera.