Música

“Coisas que eu Sei” – Dudu Falcão • Análise de Letras

coisas que eu sei
João Carlos
Escrito por João Carlos

Hino oficial dos introvertidos!

É assim que considero essa música. Linda, e de uma sensibilidade incrível. Prefiro a versão cantada pelo Jorge Vercillo fazendo dupla com o autor Dudu Falcão.

Quero deixar claro que essa análise trata-se apenas de uma interpretação, e foi onde a minha sensibilidade me permitiu chegar. Sinta-se livre para concordar ou discordar. A arte é livre, e pode se expressar de formas diferentes para cada um. No final do texto tem o link da música.

Boa leitura! 🙂

Coisas que eu sei – Dudu Falcão
(Cantado por Danni Carlos e Jorge Vercillo)

“Eu quero ficar perto de tudo o que acho certo até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência, meu pacto com a ciência, meu conhecimento é minha distração.”

Um dos fatores principais de construção da nossa personalidade é o conhecimento que adquirimos durante nossa vida. No caso do autor da música, é ainda mais profundo, a ponto do mesmo considerar ter um pacto com a ciência. Quanto mais conhecemos, mais mudamos de opinião acerca das coisas.

“Coisas que eu sei, eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei, o meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o play”

O autor é alguém observador e pensativo. O rádio relógio mostra o tempo errado porque ele não se importa com hora marcada, aliás, rotina parece não ser o seu forte. O seu rádio relógio tem uma única função: Tocar música.

“Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado, ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista, não aceito turistas
Meu mundo tá fechado pra visitação”

Aqui fica clara a introversão do autor. Ele é inflexível em relação ao seu mundo, pois se tornou o lugar mais confortável para ele. A solidão não é um problema, pelo contrário, se tornou uma amiga.

“Coisas que eu sei, o medo mora perto das ideias loucas
Coisas que eu sei, se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha lei.”

O autor parece não ligar para o que os outros acham dele. É ousado em seu jeito de ser, pois, sua lei é ser quem ele é. E ponto.

“Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei”

Vale tudo para manter-se reservado em si mesmo. Ele mesmo resolve seus problemas e “paga seus pecados”. E a recompensa disso é não ser incomodado por ninguém.

“Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei”

A mente do autor vagueia pelo mundo, pelas casas, pelas ruas, por todo lugar. É alguém altamente reflexivo.

“Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar
Eu já comprei”

Como já disse anteriormente, o autor parece não gostar de rotinas. Ele não acompanha modas, e provavelmente, se sente como se tivesse nascido em outra época. Um peixinho fora d’água no mundo moderno.

“As vezes dá preguiça na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando tô afim”

Esse trecho confirma a introversão do autor. Ele sabe que a viagem dentro de si mesmo não tem fim. Mas se sente completamente confortável e seguro no seu mundo interior.

“Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia
Agora eu sei”

Os questionamentos e anseios do autor são saciados com a luz do conhecimento. Ele reflete e analisa tudo. Então, ele passa a conhecer o que antes ele até pensava saber, mas na verdade, não sabia.

Clique aqui para assistir ao show

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Sobre o autor

João Carlos

João Carlos

João Carlos é um maltrapilho anônimo brincando de ser escritor. Em dias comuns, trabalha para sustentar seu vício em café e chocolate. Na folga, gasta a maior parte do seu tempo colecionando pensamentos subversivos. Repudia clichês, mas não resiste a uma alma sincera.