Desenvolvimento Pessoal

4 prisões imaginárias que paralisam sua vida

4 prisoes
João Carlos
Escrito por João Carlos

Veja se você está, ou esteve, encarcerado em alguma delas.

Mais eficiente do que qualquer penitenciária de segurança máxima.

Mais aprisionadora do que qualquer objeto imobilizador.

Muitos a consideram inexistente por se tratar de um fruto da natureza filosófica e subjetiva da mente humana.

Quem dera.

Conheça as 4 prisões imaginárias que podem estar te impedindo de ser plenamente livre.

  1. Busca por aceitação

Uma das maiores obsessões do nosso século. A cultura do status está em alta, e se você não for lá “grande coisa” segundo os valores que regem nosso mundo, então você provavelmente irá ter problemas. Infelizmente, muitos estão dispostos a negar tudo o que são para que as vontades de terceiros, quartos, quintos, sejam satisfeitas. Pensar e ter vontade própria – se for diferente da maioria – é quase um crime. No entanto, aderir este estilo de vida não só aprisiona, como limita sua capacidade cognitiva, sua criatividade e sua autonomia diante das dificuldades. Travar essa luta interior todos os dias para silenciar a própria natureza pode comprometer a saúde mental de qualquer um.

Não se deixe algemar. Se as pessoas não gostam de você pelo seu jeito, sua roupa, seus costumes e seus gostos, isso não é um problema seu.

Repito: O problema não está em você! Não permita que te façam acreditar nessa estupidez!

Não abra mão desse direito. Viver para agradar aos outros custa caro, e é um preço que só se paga abrindo mão da própria vida.

2.  Auto Boicote

O auto boicote é filho do medo. É a validação que encontramos para a nossa insegurança. A baixa autoestima faz com que sempre nos achemos menos capazes do que os outros. E essa imagem depreciativa que fazemos de nós mesmos tende a nos paralisar frente aos desafios e oportunidades. É preciso ter coragem para olhar dentro de si mesmo e calar todas as desculpas “automáticas” que surgem em nossa mente. Neste caso, fique atento e diga “NÃO” às desculpas e encare a vida com mais otimismo. Temos muito mais a perder se continuarmos estagnados esperando por milagres que nunca vêm.

O único inimigo capaz de causar prejuízos em nossa vida somos nós mesmos.

3.  Convicções religiosas inflexíveis

Um dos pontos mais negativos causados por convicções religiosas equivocadas é a inflexibilidade gerada pela pretensão de ser detentor de uma verdade, que ao ver dos fiéis, é incontestável.

O problema não é a convicção em si. E sim a inflexibilidade e o fanatismo que induzem à condenação dos diferentes a um determinado castigo divino, simplesmente por não compartilharem do mesmo pensamento. É como querer castigar alguém por não ter nascido em Paris, e sim no Brasil.

Subjugar as pessoas gera no inquisidor arrogância, prepotência, e faz dele alguém completamente intragável. Ter esse tipo de comportamento bloqueia completamente a mente para novos conhecimentos e lições simples que podemos observar e aprender no cotidiano e com as pessoas.

Dê uma afrouxada nos cintos da religião, e perceberá que toda essa rigidez não tem valor algum.

4.  Comodismo

Geralmente quando crescemos cercados por muita proteção e somos impedidos de correr riscos, tendemos a nos acostumar com essa falsa sensação de segurança. Isso distorce em nós a capacidade de experimentar o novo, o belo, o desconhecido. Por alguma razão, sentimos que nada vale a pena. Repetimos constantemente aquele dito popular: “Melhor um pássaro na mão do que dois voando”, só que com isso, perdemos um lindo show de pássaros nos ensinando o que é liberdade de verdade.

O comodismo transforma nosso mundo interior numa imensa prisão. Não ousamos sequer pensar em atravessar as fronteiras da nossa razão sob a justificativa do medo. A zona de conforto entorpece a mente, e ficamos desorientados sempre que algo pede um pouco mais de nós.

Não desperdice sua vida, porque, é como dizem: “o tempo que passou não volta mais”.


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Sobre o autor

João Carlos

João Carlos

João Carlos é um maltrapilho anônimo brincando de ser escritor. Em dias comuns, trabalha para sustentar seu vício em café e chocolate. Na folga, gasta a maior parte do seu tempo colecionando pensamentos subversivos. Repudia clichês, mas não resiste a uma alma sincera.